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Um Erro Chamado Bill Watts A New Sheriff in Town O substituto do Frye foi o “Cowboy” Bill Watts. Eu ouvi uma data de histórias sobre ele, sobre o monstro que ele era e como era difícil lidar com ele. Como wrestler, o Watts ganhou diversos títulos na NWA em 1960, 70. Ele foi director da Universal Wrestling Federation durante 1980, mas depois veio-a a vender a companhia ao Jim Crockett. Eu sabia que o Verne Gange conhecia o Bill Watts, portanto eu decidi telefonar ao Verne e perguntar-lhe o que achava dele. “O Bill é um sujeito duro de roer. Tem uma maneira própria de fazer as coisas, e comanda as coisas muito bem. Muitas pessoas não gostam de trabalhar com ele, mas ele é um bom rapaz. Ele sabe muito sobre a indústria do wrestling.” Não me pareceu assim tão mau. Mas o Verne deixou-me um aviso no entanto: “Tem cuidado, porque ele pode ser muito impulsivo.” Eu pensei, está bem. Vamos lá ver como vai correr isto. Continuava a adorar o meu emprego, até obtive um aumento. Estava também sobre contracto, portanto não me preocupei em perder o meu emprego. As emoções sobre o Watts vinham das mais diversas formas e feitios, eu não sei se “medo” é a mais acertada, mas o receio que se fazia sentir não escondia de todo isso. Eu acho que o Jim Ross foi o único que ficou bastante entusiasmado com o Bill Watts. O Jim mantinha uma amizade de longa data com o Watts, que já vinha dos tempos em que ele andava nas regionais. O Jim era o grande advogado do Bill Watts. Nunca falei sobre este assunto com o Jim, portanto não sei se ele pensou desta maneira: “É melhor lidar-se com o diabo que se conhece do que com aquele que se desconhece de todo”, ou por outras palavras, se ele achou que o pãozinho dele iria ser untado com manteiga. Talvez ele tenha se apercebido que de um ponto de vista politico ele iria ter muito mais liberdade com o Bill Watts, no que a uma posição de poder diz respeito, visto não ter com o Kip Frye. The Ball-peen Hammer Approach O Watts obteve algum sucesso no passado. Durante um curto período de tempo em 1980, a Universal Wrestling Federation teve alguma exposição a nível nacional e era considerado como algo bastante agradável. (Para simplificar a história, a UWF era uma companhia do Sul, que foi trabalhada para se exposta a nível nacional. O Watts criou a UWF em 1970 a partir da Tri-State Wrestling, que havia comprado do Leroy McGuirk.) Da UWF faziam parte muitos wrestlers famosos, muitos deles tag teams, tais como os Rock ’n’ Roll Express, Road Warriors e os Dirty White Boys. Os irmãos Guerreros também trabalharam para a UWF. Mas isso é tudo passado. O Watts não mudou um bocadinho desde aí, não acompanhou o progresso. Ele queria chegar e usar os recursos do Turner para reinventar a modalidade que ele conhecera outrora. E não funcionou, como é óbvio. Eu penso que o Bill Watts na WCW, essa grande era, foi a mais negra e miserável da história da companhia. O impacto que teve foi devastador. Primeiro que tudo o Bill tentou cortar todos os contratos que ele conseguiu. Vendo as coisas com olhos de ver, isso até não foi o pior. Havia imensa gente sob contracto que não deveriam estar. Mas a maneira como ele tratou disso, foi um desastre autêntico. Guaranteed Contracts Antigamente, os wrestlers eram pagos conforme aquilo que trabalhavam. Não trabalhavam, não recebiam. Depois, os pagamentos podiam variar muito, conforme coisas como o número de pessoas que iam aos eventos, quanto merchandise era vendido, como a promoção ia no geral, entre muitos outros factores que podia ficar aqui a relatar durante uma eternidade. Os contractos da WCW, no entanto, eram muito mais simples, garantido aos wrestlers uma certa quantia no final do ano. Entre a vida e os contractos existem complicações, mas vocês percebem a ideia. Os contractos da WCW eram “garantidos”, os do Vince não. Eu por vezes recebo os créditos, numa maneira negativa, por inventar contractos garantidos para os wrestlers. Isso não podia estar mais longe da verdade. Eu fui contratado com um contrato garantido. O Jim Herd distribuía contratos garantidos muito antes do que a WCW. Mas avançando, o Bill Watts chegou, e como os contractos garantidos não faziam parte da fórmula antiga, a primeira coisa que ele quis fazer foi cortar no maior números de salários que ele podia. Ele não podia desfazer um contracto de um wrestler, que já fora assinado, mas deixava bem claro que quando chegasse a altura de renovar, a história iria ser muito diferente. De facto, ele disse a todo o roster que eles não eram merecedores do que recebiam, e que iria começar a cortar nos salários assim que pudesse. Eu não discordo da ideia de reduzir o salário de alguns, mas podia ser feito com conta, peso e medida. Não tem de ser logo assim de repente. E o Bill Watts fez isso mesmo, tudo de repente. O Watts era um bruto em todo o que fazia. Se ele alguma vez dissesse bom dia para alguém, sentíamo-nos como ele o fizesse para nos intimidar. Este era um sujeito que trazia uma arma para o trabalho, no Centro da CNN. Ele tentava de tal maneira convencer toda a gente o quão mauzão era. Não é que ele precisasse de andar armado no Centro da CNN, por amor de Deus. Ele adorava rebaixar o roster. Quando podia, mesmo que fosse demonstrar um movimento ou falar com alguém, ele tinha de mostrar a sua força e usava constantes golpes baixos. Ele abusava do poder que tinha, constantemente a tentar provar que era o mais duro dos wrestlers. Era mais do que óbvio para mim, que ele era um pessoa muito insegura. Back to the Future O Watts não tinha a visão certa do que era ser competitivo. A sua jogada era recuar o produto para a maneira como era apresentada em 1970. Uma das nossas maiores discussões fora sobre luzes e o público. “Mas porque raio precisamos de luzes gigantes?” perguntava-me ele. “Porque raio precisamos de iluminar as pessoas na bancada? No meu tempo, as luzes centravam-se no ringue, e não podíamos ver mais nada além disso!” A WCW tinha um problema de atrair pessoas para os eventos televisivos. Quando as luzes estavam ligadas, víamos imensos lugares vazios e um público muito enfadonho. Além do facto de não estarmos a atrair o público, o Watts decidiu desligar as luzes, para assim as pessoas em casa não verem o que se passava. Ou no casa da WCW, o que não se passava. O produto final, foi um programa que parecia pequeno e parvo. E parecia-se imenso com aquilo que o Bill produzia em 1970. Mas isso só agravava o problema. As pessoas não vinham aos nossos eventos, isto porque viam um programa na televisão que literalmente era uma porcaria em comparação com o do Vince. No More Mats, No Big Moves Outra das nossas maiores iniciativas, se é que lhe podemos chamar isso, era tirar os colchões que circundavam o ringue. Isto porque o Watts pensava que se a audiência visse os wrestlers a caírem fora do ringue de cabeça, eles tinham-se magoado de certeza, e isso faria com que as pessoas acreditassem no produto. Não consigo pensar em algo mais ridículo. O que ele fez de facto foi tirar muita área de trabalho ao pessoal. Eles tinham de ficar pelo ringue devido a problemas de segurança. E mais uma vez, isto fazia com que o produto ficasse menos excitante, menos dinâmico, muito estático e muito velho. Os wrestlers também estavam proibidos de fazer manobras da corda superior. Essa era outra ideia brilhante, limitar as habilidades dos performers a prender a audiência com o seu atletismo. Se virem wrestling de 1960, 70, vêm que comparado com hoje, era tudo muito básico. O wrestling evoluiu bastante desde então. Sendo justo, não é algo muito diferente da NFL. Se virmos um jofo de 1960, vemos corridas básicas assim como passadas, nada como é hoje em dia. Os atletas cresceram, estão mais rápidos, mais espertos. Os treinadores estão mais espertos e desenvolveram estratégias mais complexas de defesa e ataque. O jogo evoluiu. E bem, o wrestling também evoluiu. Mas a jogada do Bill Watts quando essa evolução era parar a mesma, ou por outras palavras, reverte-la, isto porque ele não compreendia outra maneira de fazer o que fazia. Looking for a Way Out Small Towns Outra ideia desastrosa foi a de fazer house shows em mercados pequenos. Devido ao facto da WCW ser uma empresa em decadência, não conseguíamos levar pessoal a mercados maiores. Portanto fomos forçados a recorrer a mercados pequenos, cidades com cerca de cinco a dez mil pessoas, que normalmente não tinham acesso a isto. Não tínhamos sucesso em Atlanta, Charlotte ou Nova Orleães, mas podíamos claro ter sucesso em Rome na Geórgia. A verdade é que, não nos demos bem em pequenas cidades. Perdiamos dinheiros sempre que saímos porta fora. Os shows só vieram aumentar a nossa má fama, e também sobrecarregar em especial, os wrestlers. Understanding a Carnival Act A companhia começava a descer numa espiral. As audiência desciam, e os despedimentos aumentavam. Era miserável. Eu sentia-me miserável, também. Dei-lhe o benefício da dúvida durante os primeiros meses, mas conforme o tempo passou, começou a ficar bastante óbvio que não tinha nada em comum com aquilo em que o Bill Watts estava a transformar a WCW. Eu acho que ele até gostava de mim. Mas ele olhava para mim da maneira que os wrestlers olhavam, e esses gostavam de mim. Quem não gostava “tínhamos pena.” Eles achavam que, a não ser que já tenhas estado num ringue, não poderás nunca saber como é este mundo. Muito pessoal começava a ficar farto do “não sabes nada sobre o wrestling visto não seres um wrestler”. Fartávamo-nos de ouvir, e se as nossas opiniões não serviam para nada, começavam a desmoralizar pouco depois. No Space Shuttles A verdade é que, não há nada de mágico acerca do pró wrestling. A modalidade não é difícil de se perceber de todo. Não é como viajar num avião espacial. É tudo muito básico. Dás ao público aquilo que eles querem, e eles dão-te o dinheiro. Entretê-los com montes de acção, surpreende-los, deixa-los a pensar no que se vai passar a seguir, e terás sucesso. O verdadeiro complexo é mudares o teu modelo e ajustá-lo às mudanças. A maioria da atitude perante os non-wrestler’s no negócio tem a ver com a história do wrestling profissional. Se olharmos para a história e vermos como evoluiu antes de ser posto na televisão, tudo parecia um número de circo feito por homens comuns. Esses homens mantiveram os segredos que fizeram desta indústria um sucesso. Não partilhavam nada disso com o mundo lá fora. As pessoas que trabalhavam por dentro, todas sabiam, mas trabalhavam imenso para fazer com que os restantes não soubessem. Os mágicos nunca revelaram os seus truques, e estes sujeitos achavam que também eram uma espécie de mágicos. A cultura do segredo continuo durante 1950, 60. É por isso que o Verne fazia das tripas coração para esconder as histórias, e os ângulos de mim quando eu era um simples vendedor. Ele era velha guarda. Era a tradição. Claro que, muitas pessoas que nunca fizeram parte da indústria do wrestling percebem-na se calhar até melhor que alguns que fizeram parte. Mas claro que não era assim que o Watts via as coisas. A Sinking Ship A minha agenda de trabalho começou a ficar muito preenchida depois do Bill ter tomado as rédeas. Passei de trabalhar cerca de dois dias por semana a cinco, e muitas das vezes mais de dez a doze horas. Tive de mudar a minha família para Atlanta para se acomodar a este meu novo horário em 1992. Eu não me importava com isso, ou com o trabalho, mas o que não gostava mesmo nada era a sensação de o barco estar a afundar. Muitas pessoas não sabiam para que lado se virar. O resto tentava convencer-se a si mesmo que iriam ser os capitães do submarino. O meu desrespeito e desagrado para com o Bill Watts crescia cada vez mais. Ele não era um profissional e não percebia o nível da indústria que fora pedido para tratar. Another Chance A Game Show Shot Durante esta altura, eu tornei-me amigo de um actor chamado Jason Hervey. Jason era uma das maiores estrelas de uma séria que dava na ABC chamado The Wonder Years, que teve cerca de seis temporadas, desde 1988 até 1993. Ele fazia de Wayne Arnold, o irmão mais velho. A família do Jason já fazia parte de Hollywood por duas gerações. O tio dele era o managers das maiores estrelas da altura. A mãe dele era uma agente de talentos, e o irmão era um advogado. O Jason aprendeu mais sobre a indústria em reuniões de famílias do que muitos desses executivos jamais saberão. Além da representação, ele trabalhava como escritor e produtor. Avançando, por volta desta altura eu conheci o Jason, eu estava a trabalhar numa ideia para um programa de passatempos que tivesse o tema do wrestling. Eu pensei eu apresentar isto às pessoas da WCW a fim de eles o produzirem. Esta ideia surgiu-me depois de ver o estado em que estava a WCW. As nossas audiências tendiam a descer, devido ao nosso estilo de wrestling antigo. Os telespectadores mais jovens, já haviam deixado de acompanhar o nosso produto e começaram a seguir o do Vince. Portanto, o que eu fiz foi reverter o motor e criar um jogo com o tema de wrestling que chamasse a atenção das crianças. Apesar de ir para o ar em tempo diferente da WCW, teria com certeza a ver com a WCW em si. Isso talvez fosse trazer a juventude às nossas audiências. Devido à mentalidade retrógrada do Bill Watts, isto seria como vender cubos de gelo a esquimós. O Watts não conseguiu perceber o que eu queria fazer. Seria um obstáculo contra aquilo que ele queria fazer. Decidi então que iria sair da WCW. Iria dar o meu tudo por tudo em Hollywood. Out with the Old Mas foi por volta desta altura que comentários racistas vindos do Bill Watts começaram a fazer mossa nos escritórios da CNN. Eu não estava lá, mas o que se diz é que durante uma entrevista que o Watts deu, ele fez um número de comentários negativos sobre as pessoas negras e começou a questionar os seus direitos. Uma vez, um dono de um restaurante ficou indeciso sobre se iria ou não servir pessoas de raça negra. Watts ficou do lado do dono e disse-lhe para não o fazer. Depois veio a dizer que os seus comentários foram mal interpretados, e que era um conspiração para o despedir. Esta é a versão da história do Bill Watts. A Turner Broadcasting tinha um grande ambiente para se trabalhar isto porque o Ted Turner era um visionário. Ele compensava as pessoas que eram como ele nesse aspecto. Ele gostava de pessoas que punham todo em jogo e faziam com que grandes coisas acontecessem. Consequentemente, muitas das pessoas que trabalhavam com ele tinham todos o mesmo temperamento. Mas a única coisa que o Ted Turner não tolerava era a descriminação. A Turner Broadcasting era uma das mais progressivas companhias em termos de quebrar barreiras para as minorias. Portanto quando os comentários do Bill Watts começaram a espalhar-se, os dias do Bill estavam contados. Livraram-se dele sem cerimónias. Bill Shaw O Watts fora contratado e despedido pelo Bill Shaw, um sujeito muito respeitado, muito resguardado, e com executivo já com muitos anos de casa na Turner Broadcasting. Além de ser presidente da WCW, o Bill era vice presidente da administração da Turner Broadcasting. O Ted Turner adicionou a WCW ao portfolio do Show com uma decisão “Vende-a, Fecha-a ou Comanda-a.” Ele estava disposto a dar mais uma oportunidade à empresa. O Bill reuniu-se com todos no centro de conferências da CNN. Fora muito Professional, e também bastante claro onde o Ted Turner queria a WCW. O Bill deixou bastante claro aquilo que iria tolerar e aquilo que não iria tolerar. “Antes de mais, isto é uma companhia de televisão,” disse-nos ele. “A Turner Broadcasting é uma companhia de televisão e não de wrestling.” Quando o Bill disse aquilo, apercebi-me que haveria uma oportunidade de dar a volta à WCW. Se ele mantivesse o que disse, não haveria mais wrestling da velha guarda. O discurso dele, fez-me ter dúvidas, sobre se deixaria ou não a WCW. Uma das coisas que o Bill disse que iria fazer era contratar um produtor executivo. Ele queria alguém que percebesse de wrestling e ter uma visão do produto, mas que não fosse uma pessoa no wrestling. Eles especificamente não queriam alguém que tivesse a mesma mentalidade da velha guarda. Eu fui para casa, e disse à minha mulher que iria meter o meu nome para o trabalho. Seria uma oportunidade tremenda para a minha carreira. “E sabes que mais? O facto de eles quererem contractar alguém para tornar aquilo mais como um programa de televisão do que wrestling. Vou manter-me por lá por enquanto, quer fique com o trabalho ou não.” Fim do Capitulo III In Bischoff, Eric, Podes voltar à página inicial ou deixar um comentário a este post.
Um comentário a “Hunting Zone XXXIX”
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Tenho mesmo pena como estes Nerdsinhos tem tempo para ir aos posts do Senhor Diogo Nobre dizer porcaria atrás de porcaria, e não tem tempo para vir comentar e acima de tudo ler um bom texto como este? Mas o que tem de mal aqui? o Livro que o Hunter está a traduzir ou o vosso gosto pela leitura? aposto que se o texto levasse x e k voçes ja vinham todos comentar…
Anyway, continua o bom trabalho Hunter