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Bem-vindos ao Cheetah’s. Ainda que estejamos semana de dia Acção de Graças, que basicamente é “um dia de gratidão, geralmente a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano”, o Cheetah’s abre as portas aos seus fiéis frequentadores. Afinal de contas, a nossa maior satisfação é que todos saiam do estabelecimento a dar graças a Deus pelo tempo aqui passado. É sinal de dever cumprido. Esta semana constatei algo deveras curioso. Já repararam a obsessão que os portugueses têm pela “outra”? Por alguma razão, que não compreendo, os utilizadores da nossa língua usam e abusam da palavra para falar basicamente de tudo. Senão vejamos: a mulher traída passa a vida a dizer “o que tem a outra que eu não tenho?”; a mulher invejosa quando vê a melhor amiga pensa para si própria “a outra ‘tá gorda que nem uma porca” e até para se referir a um determinado período da nossa história os mais velhos usam a expressão “o tempo da outra senhora”. Pois bem a WWE não é excepção e é pratica comum ouvir os fãs da modalidade a dizer que têm saudades do tempo da outra WWE. Não querendo entrar em terrenos pantanosos, todos sabemos que se estão a referir à afamada até ao vómito década de 90 (da qual confesso também sou grande defensor). O curioso é que estes defensores também têm por hábito lamuriar-se pela constante repetição dos “main events” em todos os PPV’s. Os mesmos lutadores, o mesmo género de combate e, espantem-se, até os mesmos comentadores. Como se a qualidade de um Benfica-Sporting estivesse dependente da qualidade de relato do José Carlos Soares. (sim, esse mesmo… o cromo).
Contudo, no início desta semana, foi possível assistir a um fenómeno interessante. As mesmo pessoas que lamentam ver as mesmas, e não outras, caras a carregar os títulos vezes e vezes sem conta durante meses a fio, demonstraram todo o seu repúdio pelo novo candidato ao título ser…Sheamus. Depois de um complicado exercício mental consegui perceber a razão para toda a discórdia. Fontes “seguras” garantem que por detrás deste “push” gigantesco está a causa de todos os males da WWE. Não, não falo de John Cena mas falo sim, de não outro, mas sim de Triple H e de seus tentáculos que espirram influências e “lobbies” um pouco por toda a companhia. Ora vejamos: e porque planearia Triple H este maquiavélico plano de fazer com que um lutador que até agora no Raw apenas ganhou uma Battle Royal, bateu no malvado do comentador e enfiou uma sova num “cruiserweight” chegasse tão depressa a uma luta pelo título? A verdade é fria e dolorosa. Porque Triple H tem por hábito treinar-se com Sheamus. E daqui a concluir que a razão para que o irlandês tivesse a sua oportunidade de perder para Cena num PPV de menor dimensão se deve a que se tornou o melhor amigo do sogro do patrão foi um pequeno passo. A outra razão seria que as cabeças pensantes da WWE teriam perdido as mesmas e teriam visto mérito em alguém que desde que chegou mostrou qualidades em todas as vertentes do Wrestling moderno e que por essa razão, matando 2 coelhos, ofereciam 1 cara nova ao “main event” e ainda presenteavam um dos maiores jovens talentos que têm de momento sob contrato. Mas claro que esta hipótese foi desde logo colocada de lado. E recordo-vos que esta situação não é virgem (aliás como quase tudo na WWE e como prova disso mesmo recomendo-vos visionar as recentemente publicadas fotos de Kelly Kelly numa festa privada… essas não… as outras). E não é virgem porque ainda há poucos anos Umaga teve 1 tratamento semelhante. Vitórias após vitórias, com alguns espancamentos pelo caminho e no fim derrota com Cena no PPV. E todos sabemos que a técnica apurada de Umaga também foi alvo de atenção de Triple H que imediatamente o tornou o seu companheiro de treinos. Aliás, estou certo que foi essa a razão para que o despedimento de Umaga se tivesse arrastado por longos e longos meses e se tivesse tornado num processo já aguardado por todos. É quu, como todos sabemos, Triple H não deixava.
Mas há mais. Os visionários que neste “push” ao Celtic Warrior viram o início do fim para a WWE descobriram desde já um “nickname” para o lutador. E de todas as atrocidades que li e ouvi em apenas um dia sobre este inesperado novo principal candidato esta foi melhor que todas as outras.Para estes senhores Sheamus é nada mais nada menos que “Test Version 2.0″. Segundo os puritanos ambos, Test e Sheamus, são grandes, com pouco jeito para a modalidade, com músculo a mais e com ar de “pumped up nerds”. Mas o génio que vomitou esta pérola esqueceu-se que um dos membros desta comparação já não está entre nós. E entre todas as outras razões esta já seria mais do que suficiente para estar de boca fechada. Lap dance da semana
Barrados à entrada Boa semana a todos e até quarta (não a próxima, mas a outra) Até lá, boas table dances e grandes combates de Wrestling. PapaShango Podes voltar à página inicial ou deixar um comentário a este post.
5 comentários a “Welcome to Cheetah’s: Eu, ela e a outra”
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É impressionante. Sempre que te dedicas a construir um artigo fazes algo brilhante. Ainda para mais, a cada artigo que passa o teu brilhantismo torna-se mais intenso.
Quanto ao Sheamus, penso que não ao muito a dissertar, uma vez que tu explanaste uma opinião partilhada por mim.
Brilhante
Abraço
O problema não é ser uma cara nova, até é bom. O problema não é o Wrestler, que até tem qualidade (embora só tenha tido combates do género que eu detesto, daqueles para vencer depressa). O problema é que, para caras novas, há lá gente que merecia mais, por estar lá há mais tempo, e por ter uma maior base. Por exemplo o Morrison e o Jack Swagger (muito acima dos outros todos, mas perdido). Umaga não se compara, esteve lá muito mais tempo, teve mais combates, e o push já tinha algum tempo, antes de enfrentar o Cena. Até o Kingston está há mais tempo que a Lula Irlandesa que está a receber um push já há alguns meses.
Mas de resto, o irlandês tem qualidade, vamos ver é se não fica por aqui como o Umaga…
Para não variar, gostei particularmente da lap dance… O Cheetah’s devia abrir mais vezes :p
Muito bom texto, de acordo com tudo.
Nem vale a pena ligar ao que 90% da CWO diz, há cada coisa que se lê por aí…
Só por essa imagem da Maryse vale a pena abrir esta página. Ler a crónica é a cereja no topo do bolo. Adoro a tua escrita. É muito raro comentar, faço-o quando tenho algo para dizer e hoje tenho: parabens. és o melhor cronista do galaxia actual, o que é bom atendendo à qualidade dos restantes. keep going