Welcome to Cheetah’s: Eu, ela e a outra
Publicado em 25 de Novembro de 2009 às 00:01 por Papa Shango (6 posts publicados no bGW)
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Cheetahs

Bem-vindos ao Cheetah’s. Ainda que estejamos semana de dia Acção de Graças, que basicamente é “um dia de gratidão, geralmente a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano”, o Cheetah’s abre as portas aos seus fiéis frequentadores. Afinal de contas, a nossa maior satisfação é que todos saiam do estabelecimento a dar graças a Deus pelo tempo aqui passado. É sinal de dever cumprido.

Esta semana constatei algo deveras curioso. Já repararam a obsessão que os portugueses têm pela “outra”? Por alguma razão, que não compreendo, os utilizadores da nossa língua usam e abusam da palavra para falar basicamente de tudo. Senão vejamos: a mulher traída passa a vida a dizer “o que tem a outra que eu não tenho?”; a mulher invejosa quando vê a melhor amiga pensa para si própria “a outra ‘tá gorda que nem uma porca” e até para se referir a um determinado período da nossa história os mais velhos usam a expressão “o tempo da outra senhora”.

Pois bem a WWE não é excepção e é pratica comum ouvir os fãs da modalidade a dizer que têm saudades do tempo da outra WWE. Não querendo entrar em terrenos pantanosos, todos sabemos que se estão a referir à afamada até ao vómito década de 90 (da qual confesso também sou grande defensor). O curioso é que estes defensores também têm por hábito lamuriar-se pela constante repetição dos “main events” em todos os PPV’s. Os mesmos lutadores, o mesmo género de combate e, espantem-se, até os mesmos comentadores. Como se a qualidade de um Benfica-Sporting estivesse dependente da qualidade de relato do José Carlos Soares. (sim, esse mesmo… o cromo).

soares

Contudo, no início desta semana, foi possível assistir a um fenómeno interessante. As mesmo pessoas que lamentam ver as mesmas, e não outras, caras a carregar os títulos vezes e vezes sem conta durante meses a fio, demonstraram todo o seu repúdio pelo novo candidato ao título ser…Sheamus. Depois de um complicado exercício mental consegui perceber a razão para toda a discórdia. Fontes “seguras” garantem que por detrás deste “push” gigantesco está a causa de todos os males da WWE. Não, não falo de John Cena mas falo sim, de não outro, mas sim de Triple H e de seus tentáculos que espirram influências e “lobbies” um pouco por toda a companhia.

Ora vejamos: e porque planearia Triple H este maquiavélico plano de fazer com que um lutador que até agora no Raw apenas ganhou uma Battle Royal, bateu no malvado do comentador e enfiou uma sova num “cruiserweight” chegasse tão depressa a uma luta pelo título? A verdade é fria e dolorosa. Porque Triple H tem por hábito treinar-se com Sheamus. E daqui a concluir que a razão para que o irlandês tivesse a sua oportunidade de perder para Cena num PPV de menor dimensão se deve a que se tornou o melhor amigo do sogro do patrão foi um pequeno passo. A outra razão seria que as cabeças pensantes da WWE teriam perdido as mesmas e teriam visto mérito em alguém que desde que chegou mostrou qualidades em todas as vertentes do Wrestling moderno e que por essa razão, matando 2 coelhos, ofereciam 1 cara nova ao “main event” e ainda presenteavam um dos maiores jovens talentos que têm de momento sob contrato. Mas claro que esta hipótese foi desde logo colocada de lado.

E recordo-vos que esta situação não é virgem (aliás como quase tudo na WWE e como prova disso mesmo recomendo-vos visionar as recentemente publicadas fotos de Kelly Kelly numa festa privada… essas não… as outras). E não é virgem porque ainda há poucos anos Umaga teve 1 tratamento semelhante. Vitórias após vitórias, com alguns espancamentos pelo caminho e no fim derrota com Cena no PPV. E todos sabemos que a técnica apurada de Umaga também foi alvo de atenção de Triple H que imediatamente o tornou o seu companheiro de treinos. Aliás, estou certo que foi essa a razão para que o despedimento de Umaga se tivesse arrastado por longos e longos meses e se tivesse tornado num processo já aguardado por todos. É quu, como todos sabemos, Triple H não deixava.

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Mas há mais. Os visionários que neste “push” ao Celtic Warrior viram o início do fim para a WWE descobriram desde já um “nickname” para o lutador. E de todas as atrocidades que li e ouvi em apenas um dia sobre este inesperado novo principal candidato esta foi melhor que todas as outras.Para estes senhores Sheamus é nada mais nada menos que “Test Version 2.0″.  Segundo os puritanos ambos, Test e Sheamus, são grandes, com pouco jeito para a modalidade, com músculo a mais e com ar de “pumped up nerds”. Mas o génio que vomitou esta pérola esqueceu-se que um dos membros desta comparação já não está entre nós. E entre todas as outras razões esta já seria mais do que suficiente para estar de boca fechada.

Lap dance da semana
Sabem qual foi o meu momento favorito do último PPV? Talvez o mais improvável que possam imaginar mas para mim delicioso. A páginas tantas, um fervoroso adepto grita para Jericho: “go back to Toronto”. E em pleno PPV, no momento em que arrastava Undertaker para o ringue, Y2J tem a serenidade, para numa pequena torção de pescoço, responder: “I’m from Winnipeg, you idiot”. Os peitorais podem já não ser o que eram. O cabelo (ou a falta dele) pode já estar a precisar de uns conselhos do José Cid. Mas nestas pequenos detalhes, que são cada vez mais importantes, não há outro. A Christina é mesmo o melhor. O outro momento da semana, como todos já estarão a imaginar, é o regresso em força, (literalmente) de Maryse cuja presença no Cheetah’s é cada vez mais um hábito.  E peço desde já desculpa aos presentes mas o acesso à sala VIP é restrito.

Maryse

Barrados à entrada
Em geral foi uma semana positiva no universo WWE. E por esta razão vou apenas referir um detalhe que em outras semanas nem caberia neste espaço. Falo da necessidade da WWE em simular lesões em televisão para justificar verdadeiras lesões com necessidade de paragem. Querem dar algum realismo à coisa? Assumam que as lesões surgem nos treinos. Não há maior realismo do que esse. Não quero terminar sem também referir a monotonia em que está a entrar a personagem de Orton. Julgo que já é altura de deixar de ouvir vozes e começar a dar alguma credibilidade à sua “gimmick”. Até mesmos os seus acérrimos defensores começam a ficar fartos de tanto abanar de cabeça. Uma mudança é urgente ou caso contrário as presenças de Orton no rinque ameaçam tirar a Alvalade o título de Santa C**a dos Assobios. Sim, já disse.

Boa semana a todos e até quarta (não a próxima, mas a outra)

Até lá, boas table dances e grandes combates de Wrestling.

PapaShango

5 comentários a “Welcome to Cheetah’s: Eu, ela e a outra”
  • Charismatic_Enigma
    25 de Novembro de 2009, 17:19

    É impressionante. Sempre que te dedicas a construir um artigo fazes algo brilhante. Ainda para mais, a cada artigo que passa o teu brilhantismo torna-se mais intenso.
    Quanto ao Sheamus, penso que não ao muito a dissertar, uma vez que tu explanaste uma opinião partilhada por mim.
    Brilhante
    Abraço

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  • Don Corleone
    25 de Novembro de 2009, 15:30

    O problema não é ser uma cara nova, até é bom. O problema não é o Wrestler, que até tem qualidade (embora só tenha tido combates do género que eu detesto, daqueles para vencer depressa). O problema é que, para caras novas, há lá gente que merecia mais, por estar lá há mais tempo, e por ter uma maior base. Por exemplo o Morrison e o Jack Swagger (muito acima dos outros todos, mas perdido). Umaga não se compara, esteve lá muito mais tempo, teve mais combates, e o push já tinha algum tempo, antes de enfrentar o Cena. Até o Kingston está há mais tempo que a Lula Irlandesa que está a receber um push já há alguns meses.
     
    Mas de resto, o irlandês tem qualidade, vamos ver é se não fica por aqui como o Umaga…

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  • Refugee
    25 de Novembro de 2009, 8:05

    Para não variar, gostei particularmente da lap dance… O Cheetah’s devia abrir mais vezes :p

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  • Salvador
    25 de Novembro de 2009, 2:05

    Muito bom texto, de acordo com tudo.

    Nem vale a pena ligar ao que 90% da CWO diz, há cada coisa que se lê por aí…

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  • Zulu
    25 de Novembro de 2009, 0:30

    Só por essa imagem da Maryse vale a pena abrir esta página. Ler a crónica é a cereja no topo do bolo. Adoro a tua escrita. É muito raro comentar, faço-o quando tenho algo para dizer e hoje tenho: parabens. és o melhor cronista do galaxia actual, o que é bom atendendo à qualidade dos restantes. keep going

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