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Guess who? Então, sentimentos saudosos dessa parte? Pois bem depois de 2 semanas de ausência, devidamente justificadas à administração, devido a problemas meramente de cariz escolar, aqui me encontro de novo para redigir umas quantas linhas sobre os meus pensamentos sequenciais relativamente à modalidade que tanto apreciamos… sempre com classe. Confesso que a minha agenda tem andado bastante preenchida. Devido aos mais variados motivos, e após selecções do foro pessoal, algumas actividades e/ou hobbies são irrevogavelmente separadas, para plano secundário digamos, para uma selecção natural de prioridades. Ora isto acarreta o facto de vir a assistir aos shows semanais via SporTv, e apenas me actualizar a nível de notícias e resultados. Contudo, hoje, depois de mais uma banal rotina diária, e tendo grande parte dos meus compromissos sido resolvidos a curto prazo, decido dedicar uma hora e meia do meu quotidiano ao Wrestling, e vai dai procuro incessantemente saciar esta minha sede de actualização no que à modalidade concerne, e assisto ao mais recente PPV da empresa de Vince, o TLC 2009. Bem, não me alongarei a posteriores análises do show, existirá por esta comunidade muita gente competente que se encarregará amavelmente de preencher essa tarefa. Todavia, existe um pequeno momento, no meio de tanta tristeza desportiva, que conseguiu, miraculosamente e surpreendentemente, ser pior do que a média estabelecida pelo show em si. Falo claro, do facto de um rookie, vencer na sua primeira contenda o título máximo de uma companhia.
Antes de mais, tentarei passar essa astuta imagem psicológica do que realmente é, a responsabilidade de ostentar o WWE Championship. Ser possuidor de tal título, torna um wrestler, irremediavelmente, a cara da empresa. O expoente máximo da sua capacidade laboral e produtiva, o verdadeiro main eventer dos main eventers, aquele a quem se pode chamar O melhor, o indiscutivelmente talentoso, o que suprimiu toda a restante competição na busca pela glória, e venceu. Ser campeão da WWE, representa muita mais do que um belo e caro cinto de ouro à volta de um pomposo ombro: significa anos de trabalho, de experiência, de horas e horas dedicadas à empresa. Significa até abdicar da vida pessoal social, pessoal, mutilar partes do corpos, assumir uma faceta completamente antagónica do que na realidade se é possuidor, engolir sapos, trabalhar messes a fio, dormir 4 horas a bordo de um avião para ir combater do outro lado do atlântico… ou se for amigo, de um ser denominado Paul Levesque, pode usar o programa simplificado, que implica o não cumprimento directo das vertentes supracitadas. E não me venham com blasfémias mal fundamentadas e incoerentes. Que outra justificação encontram para o sucedido naquele momento? Sheamus, um nobre wrestler que há um ano atrás esta nos territórios de desenvolvimento da produtora, nomeadamente na FCW, é hoje o expoente máximo, do que significa ser wrestler, a nível mundial! E agora questiono eu, humilde e talvez retoricamente: But what the fuck is this? O que torna este wrestler tão especial? Serão as suas credenciais de tal modo destacáveis e assimiláveis no meio de dezenas de wrestlers, constituintes de um roster, muitos dos quais dedicaram uma vida ao negócio, e ficaram a ver um tão jovem atleta conseguir em mês aquilo pelo qual arduamente laboraram durante uma vida? Obviamente, e friso obviamente, que não!
Sheamus é possuir de uma enorme quantidade de talento. É forte, estável, causa impacto, e razoavelmente carismático, mas isto nem um terço das medidas enche no baú onde se insere actualmente. Sheamus merece o up mid card, com uma feud de cariz consistente, com alguém preferivelmente mais velho e maduro, que lhe incuta algum sentimento de responsabilidade e maturidade, para que possa diariamente trabalhar na sua formação enquanto wrestler, até chegar ao patamar máximo, mas deste modo, nunca. Aliás, é necessário, e talvez mesmo vital nesta altura, criar estrelas futuras, cimentadas no main event, para o claramente processo cíclico de renovação da empresa. Mas efectuar um processo desta importância desta maneira? É simplesmente, utilizando uma banal metáfora, dar um tiro no próprio pé. Os cépticos argumentarão ainda que este push, de proporções descomunais, foi uns anos previamente aplicado a Brock Lesnar. Meus amigos (e não querendo por momento algum imitar o professor José Armando Saraiva), comparar Lesnar a Sheamus e o mesmo que comparar O Crepúsculo ao Pianista. Lesnar era dos atletas mais perfeitos a ter pisado um ringue. A sua brutalidade era transmitida apenas num olhar. O físico era assustador, algo que contraiu geneticamente e à custa de muito esforço corporal, sem que por algum momento necessitasse de qualquer substâncias ilícita para tal finalidade. Era gigante, e mesmo assim adaptava-se com uma facilidade prodigiosa a qualquer tipo de estilo que executasse, fosse ele técnico, stiff, power ou mesmo movimentos de vertentes áreas. Sheamus? Bem, os padrinhos são meios, mas não são finalidades Ah uns tempos o imortal Lance Storm, que só pelo nome me recorda a excelência técnica subjacente aos ilustres wrestlers canadianos, afirmou que o programa da TNA lhe dava, e empregando as suas próprias palavras, insónias. Curt Henning e Davey Boy Smith, já descansam em paz. Acho que ao clube da cafeína se vão juntar Scott Hall, Ted Dibiase e principalmente Roddy Piper. Porque hoje em dia, quem tem um padrinho tem tudo, não é Sh(e)ame(us)?
Continuação de uma restante boa semana. Podes voltar à página inicial ou deixar um comentário a este post.
11 comentários a “Falando… com classe #4: Shame”
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Já pensaram na hipotese de isto fazer apenas parte de um push? Que o Shemus ganou apenas para que da próxima vez que acontecer um combate pelo titulo nestas condições, o resultado ser imprevisivel? É que já tinha acontecido, mas o estreante perdia sempre, e já se sabia que ia perder. E que Shemus pode muito bem perder já o titulo, e só o conquistar daqui a alguns anos? Tenham lá calma.
E na minha opinião não tem obrigatoriamente de passar muitos anos para se conquistar o titulo. Não é o caso, porque até concordo que é demasiado cedo para ele, mas há wrestlers que aparecem já prontos, acontece apesar de ser raro. Exemplo claro é o Swagger. O Swagger é perfeito em tudo (ringue, micro, carisma), foi campeão da ECW em um mês, e até podia já ser campeão da WWE, não me chocaria nada! Uns esperam mais que outros. Porque não são todos iguais. E quanto ao Shemus, pode ter acontecido que a WWE tenha visto algo que mais ninguém viu nele. (Mas visto que não vêm o obvio no Swagger, tem pouco credibilidade.
O que eu disse antes foi quanto ao futuro. Daqui para a frente o Sheamus vais ser lembrado como o amigo do Triple H, se ele se mantiver no main event. Mesmo que demonstre qualidade. Eu percebi o que tu querias dizer.