Pensamentos e Letras IV – 21 dias de surpresas
Publicado em 13 de Fevereiro de 2010 às 00:01 por Napster (7 posts publicados no bGW)
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Eis que Napster regressa ao comando das rédeas do espaço “Pensamentos e Letras”, que ditou o destino estar suspenso por 21 dias devido ao período escolar no qual atravesso e, entre outras coisas, problemas na WordPress que me impossibilitaram postar o artigo da semana passada.

Após três semanas de interregno, retorno para comentar temas que, obviamente, estão a dominar a actualidade do pro-wrestling.  Portanto, e sem mais entediantes delongas, principiemos.

Edge vence a 2010 Royal Rumble Match

Confesso que ainda não tive o prazer – nem a disponibilidade, se querem que vos diga – de assistir por completo ao pay-per-view que marca, irrevogavelmente, a Road To WrestleMania. No entanto, foi com algum gosto (e custo) que ainda consegui visionar o combate que ao longo dos anos vai ditando o oponente principal do então WWE Champion ou World Heavyweight Champion (mediante a escolha), um combate onde 30 homens se digladiam para conseguir o tão aclamado “lugar ao sol” na Wrestlemania: o Royal Rumble Match.

Desta feita, ocorreu o regresso – após a lesão no tendão de Aquiles - e a consequente vitória de Adam Copeland, talvez uma das proas da companhia nos dias correntes. Sendo assim, Edge junta-se a uma restrita lista onde figuram os nomes de ”Hacksaw” Jim Duggan, Big John Studd, Hulk Hogan, Ric Flair, Yokozuna, Bret Hart, Lex Luger, Shawn Michaels, Mr. McMahon, The Rock, “Stone Cold” Steve Austin, Triple H, Brock Lesnar, Chris Benoit, Batista, Rey Mysterio, Undertaker, John Cena e Randy Orton.

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A meu ver, esta conquista não se pautou pela previsibilidade, uma vez que qualquer fã com o mínimo de inteligência suspeitaria, à priori, que Edge estaria de volta à sua profissão. Pode se dizer que o vencedor foi o mais óbvio… do menos óbvio. No entanto, não catalogo esta Rumble como má, longe disso, apesar de achar que também se criou muita expectativa em torno da mesma.

Não posso deixar de referir que Edge era – e é - o lutador que queria ver com o título de vencedor da primeira Royal Rumble da década, muito embora tenha sido prevísivel. Porque, para mim, o seu regresso fazia falta aos fãs e à própria WWE, e a ser teria que ser algo em grande. Aqui o temos, então, e pelo que visiono parece-me algo renovado. Penso que ainda não o podemos rotular de completamente heel, nem completamente face, dado que tem o seu “quê” das duas características. Considero-o, portanto, pelo pouco dos shows semanais que tenho assistido ao longo desta semana, um tweener. I mean, ele continua astuto, matreiro, oportunista; mas agora não se preocupa minimamente se está a atacar um “bom” ou um “mau” (se é que alguma vez se importou) e simplesmente tudo o que lhe aparece em frente ele destrói!

Relativamente a cenas dos próximos capítulos, que é como quem diz, no que ao futuro concerne, anseio que Chris Jericho destrone Undertaker já no PPV que se segue (Elimination Chamber) para que aí comece, concerteza, a rivalidade entre Y2J e The Ultimate Opportunist (com o título mundial à mistura). Este é, até ver, o desenvolvimento mais plausível e emocionante, a menos que Sir Vincent Mcmahon nos queira brindar com um remake da feud Edge-Undertaker, ou uma triple threat com Jericho envolvido na equação, muito à semelhança do ano passado na ‘Mania (contudo com protagonistas diferentes, excepto Edge).

Só o tempo o dirá, e por essa razão, a ver vamos.

Batista (Vince Mcmahon) vs John Cena (Bret Hart) ?

A avaliar pelas mais recentes Monday Night RAW, julgo que Batista – essa preponderante parede de músculos pré-fabricados andante – aliou-se, de certa forma, ao Chairman da WWE, Vince Mcmahon himself; prova disso foi Dave ter participado na cilada (kayfabe) feita ao saudoso Bret Hart há duas Segundas-feiras atrás. Assim como a pessoa que se pode arrogar de nunca ter lesionado ninguém no ringue anda cada vez mais próximo de John Cena. Portanto, isto quer dizer que se dúvidas existissem até à data sobre a rivalidade que opunha Bret e Vincent,  a ter lugar no dia 28 de Março, essas dúvidas foram já dissipadas.

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Não só essa feud terá o seu provável término na vigésima sexta edição da ‘Mania, como também é preparada um pouco à semelhança da “Battle of Billionaires”. Estão relembrados? Basicamente, Vince e Trump, devido ao facto de não poderem entrar no ringue e lutarem (poder, podiam… Mas não era a mesma coisa) decidiram encontrar um wrestler que os representasse.

O mesmo acho que acontecerá este ano, 2010, pois o proveniente da Carolina do Sul e (desta vez) o Canadiano não conseguem lutar: Mcmahon está longe da sua melhor forma física, e Bret devido a problemas de saúde também seguramente não carregará o combate.

Ou não.

Desafiando todas as inúmeras possibilidades para terminar esta feud, o quase certo é que o excelso Hart regressará ao ringue! Ele desafiou Mcmahon na última RAW para um last match na ‘Mania XXVI; Vince mostrou-se relutante mas no fim declinou pois, e citando, “o Bret Hart merece ser lixado”.
Agora questiono: estará a parte integrante da WWE (bookers, administração, o próprio dono, etc.) ciente que o “The Hitman” não pode/deve lutar? Aliás, estará o mítico wrestler com a capacidade para compreender que está debilitado fisicamente?

Seriously, I mean, ele teve um AVC em 2002 após ter batido com a cabeça enquanto andava de bicicleta. Sei que já se passaram muitos anos, estamos em 2010, mas com a idade dele (52 primaveras) regressar ao local de trabalho de uma vida para um derradeiro combate é no mínimo patético, isto se quiser dar show (como é aliás seu apanágio)… Nas Wrestlemanias tudo é grande, todos os combates não se podem deixar ao luxo de ficar pelo “bom” mas sim pelo “fora-de-série”, e embora ele até (talvez) consiga nos propocionar uns 5, 10 minutos de wrestling, se quiser dar show, tem que dar o litro, o que na idade dele é praticamente impossível.

Se ele lutasse, que benefícios isso traria, quer para os fãs, quer para o próprio?! Os fãs ficariam surpreendidos com um Bret velho, debilitado e pouco ágil, que agora já não prima pela mestria, acompanhado por um milionário sem qualquer apetidão para fazer uma manobra; o próprio ficaria ainda mais debilitado, correndo o risco de desafiar os seus limites e de ir desta para melhor. Se é só para dizer que regressou, não marcando qualquer tipo de impacto, deixem lá isso, pelo que é mais favorável oporem Cena a Batista – cada um representando os envolvidos – e tornar esta rivalidade algo com pés e cabeça… Ou estarei errado?

ECW dá lugar a NXT

Poucas considerações há a tecer sobre este assunto, e não é nada que me espante ou me deixe solenemente triste. Há muito que o nome “ECW” não significa o tão pedido hardcore, ou o sangue, ou a lucha libre, ou os palavrões. Sensivelmente desde que a WWE adquiriu a ECW que tudo isso mudou. Não para melhor. Nem para pior. É a mudança a ocorrer, e o mundo é composto por mudança. Ponto. 
Claro que os saudosistas e os pró-Hardcore não gostaram que Vince desse o mesmo nome, alteramdo totalmente o conteúdo, da outrora companhia regional da Philadelphia – e por isso têm aqui algo para parar de criticar.

Todavia, so what? A partir do momento em que alguém se apodera legalmente de algo, esse alguém pode fazer muito bem o que der na real gana – foi o que se fez com a Extreme (?) Championship Wrestling.  Mesmo assim, a WWE decidiu alterar o nome (e o conteúdo, mais uma vez). É a mudança a ocorrer novamente, caríssimos.

Por isso, neste momento pouco me importa se é ECW ou NXT. O certo é que se continuam a consolidar os melhores jovens, com o intuito de os levar a voar mais alto. Segundo rumores, agora a brand será uma espécie de reality-show, o que também não condeno. É para mim uma “modernice” ver algo deste calibre a ocorrer, mas não censuro, porque muito estranho que possa soar, com isto conheceremos melhor os wrestlers novos e teremos mais empatia por eles. É assim tão mau? Não, a meu ver não, porque há muito que wrestling não é só luta.

Survivor Series mudará de nome

Esta notícia é uma das mais recentes do mundo do wrestling, e é talvez a que está a ferir demasiadas susceptibilidades. De facto, não compreendo o alarido em torno desta mudança.
Isto vai um pouco ao encontro do que disse com a ECW/NXT. A mudança é algo que se deve de fazer, faz parte da condição humana. Pois claro que há vozes discordandes, mas essas, em momento algum, nunca se devem sobrepôr às decisões tomadas, pelo menos neste caso, que são uma minoria. 

 

E convenhamos, será melhor assim… Dos 4 PPV’s ditos grandes (Royal Rumble, Wrestlemania, Summerslam, Survivor Series), este é aquele que menos impacto cria (devidamente comparado com os outros) no seio dos fãs da WWE. É o mais fraco, é aquele com que as pessoas não se importam tanto.

Sendo assim, a mudança de nome não é só bem feita, como exigível.

Os combates de 5 para 5 (algo específico do Survivor Series) andam cada vez mais em desuso, uma vez que já não são um dos atractivos principais do pay-per-view.

E, caso os leitores não tenham conhecimento, a venda dos ingressos deste espetáculo caíram abruptamente no último ano (235 mil licenças em 2009, face às 319 mil  licenças de 2008, ou seja 84 mil licenças de diferença!).

Pessoalmente, se esta ideia de alterar o nome for mesmo em frente, gostaria de ver um Pay-Per-View que fosse em redor do King of The Ring. Este tipo de “título” está um pouco morto para a maioria dos fãs, e tentar reavivá-lo seria óptimo; seria uma maneira de dar mais prestígio a tal condecoração, que nos primórdios servia para dar um novo alento aos wrestlers que necessitavam (uma rampa de lançamento).

E bem, como o texto já está a atingir porpoções um tanto ou quanto grandes, é melhor ficar-me por aqui. Sim, sei que não foi uma das minhas melhores crónicas para esta casa até agora, e talvez tenha sido um pouco para encher chouriço… Mas pretendo um espaço de debate nos comentários. Portanto, falem dos temas, deêm a conhecer a vossa opinião,

Digam de vossa justiça!

Quanto a mim, marco presença daqui a 8 dias, como já vem sendo hábito, nesta Galáxia laranja perto de si.

Napster.

4 comentários a “Pensamentos e Letras IV – 21 dias de surpresas”
  • VIP
    Styles
    14 de Fevereiro de 2010, 18:25

    Realmente o que podemos tirar disto tudo é que foram mesmo 21 dias cheios de surpresas, o que por si só é positivo.
    Basicamente subscrevo aquilo que a Yah disse, principalmente naquilo que toca ao Edge. Ele era precisamente aquilo que a WWE precisava neste momento, e sem dúvida que já tinha muitas saudades de ouvir as palavras “You Think You Know Me” e ver o “stage” a encher-se de fumo!
    No que toca ao Survivor Series, não tenho grandes problemas com a sua alteração, se não vendeu bem é normal que o Vince pense em modificar a sua estrutura e nome, desde que mudem para algo positivo e inovador não tenho problemas!
    Bom texto, Napas :)

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  • VIP
    Don Ricardo Corleone
    13 de Fevereiro de 2010, 19:40

    As vendas só justificam o porque de o Vince McMahon querer mudar o nome, só justifica que ele o faça. Mas como fã não gosto da ideia de mudança nem do nome do PPV nem do fim do conceito. Isso é um pouco a lógica absurda de que um cantor é bom porque vende. Têm de diferenciar o ponto de vista do fãs do ponto de vista do empresário. Esse argumento não convence.

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  • VIP
    Yahtzee
    13 de Fevereiro de 2010, 13:15

    Napster, Napster, shame on you por (ainda) não teres visto a Royal Rumble na íntegra! As minhas opiniões sobre o Edge são sempre suspeitas dado o certo “fanatismo” que desenvolvi por sua excelência mas, não deixa de ser agradável ler que ele é “talvez uma das proas da companhia nos dias correntes”. Sem dúvida que o seu regressou foi, além de prazeroso, necessário, e acabou por acontecer na melhor altura. Sim, foi bastante previsível mas acho que acabou por ate ser uma previsibilidade boa. Quanto ao Bret, tudo depende do angulo que a WWE quiser desenvolver mas uma coisa é certa, Bret Hart na Wrestlemania tem tudo para ser um fiasco, em termos de wrestling propriamente dito. Penso que isso só resultaria se figurasse como “apelo” de mais uma massa de adeptos para tê-lo de facto presente no cenário da Wrestlemania XXVI, como referiste, um pouco como a “Battle of Billionaires”. A ver vamos. Boa crónica ;) “ola”.

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  • VIP
    TD
    13 de Fevereiro de 2010, 12:59

    Eu também acho que os combates de eliminação do Survivor Series estão a criar menos impacto, por isso acho que a WWE devia inovar mais uma vez e por um novo conceito neste PPV talvez War Games, torneio King of the ring ou até Draft mas continuar como Survivor Series.

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