Pensamentos e Letras V – The Next Big Thing?
Publicado em 20 de Fevereiro de 2010 às 00:01 por Napster (7 posts publicados no bGW)
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Boas,

Hoje tentarei ser rápido e directo nos pontos que quero aqui explanar; portanto, não vou estar com conversa fiada, pois tanto eu como os leitores temos mais que fazer da vidinha, não é verdade?

Bem, deixando as perguntas de retórica de lado. O assunto que me traz aqui esta semana é o da importância dos homens musculados no mundo do wrestling profissional. Não sei se falo por vocês, talvez o faça, mas julgo não estar assim tão longe da realidade quando digo que o primeiro impacto que nós – leia-se: “qualquer-fã-que-assista-wrestling-pela-primeira-vez-na-sua-vida” - possuímos do wrestling é que “é feito de homens bastante musculados!”.

Do alto da nossa markice – sim, porque quem começa a ver wrestling é sempre um bocado mark por algo ou alguém, e isso vai-se esvanecendo ao longo do tempo, embora existam excepções – pensamos isso, é natural, uma vez que quando se diz que “aquilo é um programa de porrada”, o primeiro pensamento que temos é que estão ali rapazes “com cabedal” a dar com um pau (…isto não soa bem, tem um tom amaricado, mas adiante).

Para além de TaL facto, existem mesmo (e agora falando na WWE em concreto) big mens na maior companhia de réssel do planeta. E, curiosamente, são esses que ficam na retina de qualquer fã-mark que se preze quando vê pelas primeiras vezes os shows (e antes que pensem no contrário, não, não me refiro de todo a Mark Henry’s,  Great Khali’s, etc.; esses são dominantes e fortes, mas verbalizo acerca dos que atingem um estrelato considerável e sólido).

Evidenciam-se de TaL forma que, digo eu, é impossível  incontorná-los.
Ao contrário já não é bem assim. Acham que um Colin Delaney fica no pensamento dos fãs durante muito tempo?

E nesta última década exisitiram sobretudo duas figuras robustas na empresa que Vince Mcmahon dirige dia sim-dia sim.
Ora, de quem falo eu? Odeio dizer o irrefutável/evidente, mas se há wrestlers que dominaram a vertente powerhouse ao longo dos últimos 10 anos, esses wrestlers são Brock Lesnar e Dave Batista. Digam o que disserem.

O primeiro foi uma das estrelas que dominara os 4 anos do começo do século XXI. A meu entender, e apesar de não ser nenhum expert na carreira do tipo, a conquista do título mundial pautou-se pela rapidez. Ascensão meteórica, é certo, mas até foi bem trabalhada, ao contrário de alguns irlandeses que só sabem dar boots… mas isso são outras praias. 

Como podem ver simplesmente pela debut de Brock, aqui havia sem alguma dúvida (pelo menos da minha parte) star quality. Well, mas vindo de um indíviduo com 1 metro e 91 de altura e com 120 kg de puro músculo, não seria de esperar outra coisa. Relativamente a mic skills, pelo que ouvi/visualizei, não era a personificação do sublime, mas também não era, de modo algum, um Shelton Benjamin (oops).

Aliás, eu penso que as cordas vocais de Brock Edward transmitem em abundância um som grave, e chega a ser de sobremaneira intimidante… assim como irritante. E nisso ajudou-o muito esse midas do wrestling chamado Paul Heyman. O histórico booker da ECW é a chave da grande parte do sucesso que o rapaz em foco na minha crónica tem. Claro que o sucesso também provém do proveniente, salvo a redundância, de South Dakota, no entanto caso Heyman não se “aliasse” a esta parede de músculos não sei se haveria tão destaque. Um manager para este tipo de tipos (duas redundâncias em duas frases seguidas, big deal) é o ideal.

Algúem que fale por wrestlers não tão aptos nessa área não só dá estilo como também serve para se subir na escala hierárquica da promotora. 

Neste momento o verdadeiro The Next Big Thing anda por vertentes do wrestling, as MMA, e ao que sei tem-se safado, isto corriqueiramente falando. Saiu da WWE em 2004, de forma algo polémica, mas não deixou de ser por isso que não é relembrado pelos fãs. Nunca saberemos ao certo se iriam mais títulos para o palmarés  de Lesnar na sua estadia na ‘E, contudo, o certo é que este foi, direi eu algo exageradamente, a primeira figura powerhouse da década!

Agora, no que a Batista concerne… Enfim, basicamente foi a passagem de testemunho assim que o ex-WWE Champion decidiu rumar até novos horizontes. Dave, como penso que todos os que acompanham o blog têm conhecimento de causa, atingiu o seu auge, ou a sua credibilidade, como queiram, enquanto enforcer da stable Evolution. Porém, assistindo à sua estreia, dá para ver que a mesma foi algo de peso, que deixou marcas. Não tão relevante como a que citei há uns parágrafos atrás, mas pronto.

Como estava a racicionar, ora, o The Animal obteve, realmente, o seu destaque nos Evolution. Foi essa a sua rampa de lançamento, bem como a de Orton, que o projectou para a luz da ribalta. Porém, mais títulos e mais destaque estava ainda para vir…

Assim como é Brock, Batista é um ser dominante; grande; feroz. No entanto, ao contrário do primeiro, Dave tem sido fortemente criticado, não só pelas mick skills, mas também pelas ring skills.

OK, tudo bem. O gajo, de quando em vez, faz uma manobra mal dada (quem é que eu quero enganar… é muito frequente); uma promo de “que-belo-cócó-que-aqui-está”. Mas bolas, não é à toa que Dave está no topo da cadeia alimentar, que é como quem diz da WWE (e isto só para fazer um trocadilho com a alcunha de The Animal).

Main Eventer reputado, este wrestler já conta com ínumeros títulos no currículo. Por muito que digam que ele não presta, nem em ringue nem como pessoa, o powerhouse consegue cativar a generalidade dos fãs mais novos, vende bastante (agora nem tanto, porque está a heel)  e pouco se importa acerca da opinião dos outros. Com 41 anos, Dave é uma das figuras de proa do Império Mcmahoniano. Todavia, até mesmo o próprio  já afirmou em entrevistas que a sua carreira está quase a dar as últimas. De facto, acho que é o mais sensato a fazer. Não dou mais de 5 anos no business ao proveniente e Washington D.C…

Por isso mesmo, urge comecar agora a edificar uma nova estrela que seja capaz de “seguir” o “legado”, afirmando-se posteriormente como o brutamontes lá do sítio: algúem à semelhança, por assim dizer, de Brock Lesnar e Dave Batista, os grandes animais da década.

Para mim, existe uma pessoa que preenche os requisitos para ser apelidado de The Next Big Thing, salvo seja, ou não tão eloquentemente traduzido, de Próxima Grande Coisa.

Quem?

Ezekiel Jackson, meus caros.

Confesso-vos que o percurso deste rapaz tem me passado literalmente ao lado, pois desde do fim do Verão que não assisto à ECW. Todavia, decidi, como acérrimo fã da WWE que sou, visualizar o último show da brand das terças-feiras. E o show foi mais wrestlecrap do que outra coisa (é por isso que eu deixei de ver, tenho coisas melhores como prioridade), aliás, passou-me tudo ao lado excepto o Main Event.

Sempre pensei que Christian retesse, mas vejo que os bookers querem dar um “aperitivo” do que poderemos esperar de Jackson daqui para a frente. Foi mesmo out of nowhere. É óbvio que o título da ECW vai findar, assim como a brand, mas o Big Zeke transmitiu-nos a imagem de dominância que ele bem tem ao carregar a prata pela última vez.

Não é nenhum Brock Lesnar, nem nenhum Dave Batista, mas se a WWE o aproveitar será uma boa “passagem de testemunho”. Porém, ao contrário dos outros, a sua debut não foi tão relevante quanto isso, já que o adversário foi banal.

Anyway, não esqueçer que William Regal é, claramente, o manager à altura desta besta de 1 metro e TaL. O seu protegé pode alcançar alguma ribalta, embora não tenha mick skills fora do usual, Regal dá muito bem conta do recado nessa área (é o TaL empurrão que falei nas primeiras linhas de Lesnar/Heyman).

Só o tempo dirá se este wrestler é uma aposta falhada, que nem um Bobby Lashley, ou não. Mas agora deixem-me sonhar.

Será que Jackson será a próxima The Next Big Thing? Deixo a questão aberta para a caixa de comentários.

By the way, sigam-me no Twitter, acompanhem o meu blog generalista e encontrem as minhas entrevistas/crónicas/outros espaços no Wrestling Alliance.

Até para a semana, Galáticos.

Napster.

8 comentários a “Pensamentos e Letras V – The Next Big Thing?”
  • VIP
    Napster
    24 de Fevereiro de 2010, 18:21

     @Wonder

    Oh rapaz, tu tens tanta piada quanto eu tenho barba…

    E eu não tenho barba.

    Não quero elogios do género “bom texto”, porque, modéstia à parte, eu escrevo bem… Quero que dês a tua opinião sobre o tema e sobre a mensagem que tentei passar. É para isso que estou aqui.

    Mas agradeço o tempo disponibilizado, assim como agradeci à Laura (yahtzee). Só que a Laura deu a sua opinião ao tema.

    @Lei Keylosh 

    “Depois que John Cena foi o campeão máximo da empresa, qualquer um pode ser campeão da WWE”

    OH.MY.GOD.

    Também és daqueles que acha o Cena uma merda, que a WWE é para putos que nem aprendaram ainda a limpar o cu e que o spotfest é que rulla?

    Basicamente, também és mais um produto fabricado por esta nova vaga de “fãs”? Clica AQUI e lê isso para saber do que falo.

    Meu Deus… O Cena é um wrestler exímio, teve uma consolidação e ascenção gradual, é óptimo no micro, vende “comó caralho” (rapper, actor, wrestler), tem uma gimmick bastante original e os seus moves também não se ficam pelo medíocre, pelo que se adequam ao seu tipo de corpo e gimmick, para além de também serem adequados aos “movimentos” de um verdadeiro campeão mundial.
    E isto não são opiniões, são mesmo factos.

    Podes não gostar dele, aliás, nem eu gosto dele, ele não é dos meus wrestlers favoritos… Mas há que analisar a capacidade quando a mesma está presente. E o Cena, por muito que tu  e outros neguem, tem capacidade.

    Quanto ao Sheamus, posso relembrar-te do que disse há uns dias?

    “Achas mesmo que ele vai reter no EC, por exemplo?” Bem dito, bem certo.

    Newsflash: a época de ouro do irlandês já se foi. Ao que parece, agora está “lesionado”, o que pode significar duas coisas.

    1) Que a WWE inventou a lesão para ele tentar sair mais credibilizado da derrota e a consequente perca do título na EC;
    2) Que ele se lesionou mesmo de verdade, porque afinal de contas não tem estaleca para estar entre “gente grande”. Por muito que as lesões acontecam quando menos se espera, quando há um tipo que obteve o seu primeiro título sendo o mais restrito/máximo da empresa, então, as probabilidades aumentam. E de que maneira.

    No que às mick skills concerne… Amigo, ou és bom ou não és. Claro que o dom da oratória se vai aprimorando com o tempo, mas para isso é que existem as subidas de card, ou não concordas? :)
    O Sheamus poderia vir a ser excelente se eventualmente conseguisse ir melhorando os seus defeitos, sem no entanto voar mais alto…

    Mas quanto maior se sobe, maior é a queda. É o caso.

    P.S.: Continuo a dizer que ganhavas mais se comentasses a crónica como um todo, ao invés de estares a pegar em partes que nada espelham aquilo que tentei passar.

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  • Lei Keylosh
    22 de Fevereiro de 2010, 6:27

    Depois que John Cena foi o campeão máximo da empresa, qualquer um pode ser campeão da WWE. Mas Sheamus é um excelente competidor. Mic skills é algo que pode ser aprimorado com o tempo. O que importa é a habilidade no wrestling.

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  • Wonderwall
    21 de Fevereiro de 2010, 4:45

    ^Exactamente.
    És um frustado social que não arranja companhia real, ó barbudo.
    Bom texto.

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  • VIP
    Napster
    20 de Fevereiro de 2010, 20:48

    @Lei Keylosh

    LOL.
    Eu sei algumas coisas sobre Sheamus antes do mesmo entrar na WWE. Aliás, até conheco o percurso dele, vi alguns combates, li algumas coisas. É só uma maneira de falar. Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é ele ser WWE Champion, e da forma como está a ser WWE Champion. A sua ascenção foi bastante rápida.

    Não digo que a WWE o não o torne um wrestler reputado depois disto, mas neste momento… Bem, ainda tem pouca credibilidade para envergar aquilo, digo eu. As suas mick skills são enfadonhas, o seu move set não se adequa nada para um CAMPEÃO MÁXIMO da empresa, pelo menos para aquilo que é pretendido, e pelo menos para os anteriores campeões. Portanto é que disse o que disse.

    Achas mesmo que ele vai reter no EC, por exemplo? Não me parece nada…

    Já agora, obrigado pelo comentário que está pouco relacionado com a crónica.
    É que podias dar a tua opinião sobre a mensagem que quis passar, se concordas ou não, etc.

    @Yahtzee

    Nada mais a dizer do que se não um obrigado, Lau. :) [agora esta é aquela parte em que alguém me acusa de estar a elogiar uma mulher que só conheco da 'net porque supostamente sou um frustrado social que não arranja companhia real...]

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  • VIP
    Yahtzee
    20 de Fevereiro de 2010, 20:33

    Bom texto Napster, gostei bastante da linha que traçaste ao focar os powerhouses com relevo na WWE começando pelo Lesnar, o passado, seguindo para o Batista, o presente, e chegando ao Ezekiel, o possível futuro. Bastante inteligente, bastante agradável de se ler. Obviamente que concordo contigo, parece-me que encontraste uma boa maneira de deixar os factos bem claros em cima da mesa e, apesar de, tal como tu, também ter deixado a ECW de lado, parece-me que Ezekiel poderá ser uma boa aposta no futuro e a sua ligação com o Regal será muito importante como bem referiste. Parabéns ;)

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  • Lei Keylosh
    20 de Fevereiro de 2010, 19:24

    Sheamus não é um irlandês que só sabe dar boots. Pesquise mais sobre a carreira dele antes da entrada na WWE.

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  • VIP
    Napster
    20 de Fevereiro de 2010, 13:57

    Oi Jericho,

    Eu, de facto, li a tua crónica ontem. Fui buscar um pouco da minha inspiração aí, porque até concordo com o que disseste sobre o Batista, mas já tinha estas ideias em mente; e agora com a última ECW decidi falar sobre o assunto.

    Este é o tipo de homens que Vince gosta, por assim dizer. Com um físico monstruosamente bem trabalhado, e com carisma, qualquer um dos “big mens” pode vir a ser uma superstar de topo. Aconteceu com o Lesnar. Aconteceu com Batista. E poderá vir a acontecer com o Jackson. Tudo depende do booking, tal como dizes.

    “Não te esqueças de Chris Masters e Test,  não tiveram sucesso esses e tinham um corpo enorme…” – Correcto, claro que há excepções. Como em tudo na vida… Mas lá está, ter um bom booking é fundamental para os powerhouses, aliás, é fundamental para quase todo o wrestler.

    “Já agora, também não percebo porque falas de Lashley como uma aposta falhada, o que correu mal ali foi ele ter abandonado a companhia, porque a WWE conseguiu fazer dele uma estrela, em 2007 a seguir ao Cena foi talvez o wrestler com estatuto mais parecido ao de um super homem lol.” – Sim, aposta falhada no sentido que abandonou a companhia. Ele era claramente um super homem em 2007, não duvido, já que “vivi” essa altura. Teve algumas feuds de destaque, mas abandonou a WWE numa altura fulcral. Como também as suas mick skills deixam muito a desejar, a meu ver, e como também não tinha um manager (ou uma stable) como Dave, Brock (ou, em última instância, Ezekiel) nunca iria ter muito sucesso, penso eu. Portanto saíu, também acho que foi o mais sensato.

    Obrigado pelo comentário. ;)

    P.S.: Peço IMENSA desculpa de ainda não te ter entregado aquilo que combinámos. Tenho que o fazer o mais rápido possível…

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  • Dave "Jericho" Pereira
    20 de Fevereiro de 2010, 0:37

    A importância desses homens é porque muitas vezes apresentam um look diferente, não são corpos normais que ali estão, daí ficarem na cabeça dos fãs.
     
    No entanto, o modo como eles foram “bookados” (curioso que ontem no AWP falei mesmo sobre o sucesso de Batista e à forma como ele foi “bookado”) foi o fundamental, porque se o “Animal” não tivesse passado pelos Evolution e se não dessem ascenção tão rápida ao Lesnar assim como um manager, provavelmente o futuro deles tinha sido diferente.
     
    Não te esqueças de Chris Masters e Test,  não tiveram sucesso esses e tinham um corpo enorme…
     
    Já agora, também não percebo porque falas de Lashley como uma aposta falhada, o que correu mal ali foi ele ter abandonado a companhia, porque a WWE conseguiu fazer dele uma estrela, em 2007 a seguir ao Cena foi talvez o wrestler com estatuto mais parecido ao de um super homem lol.

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