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Olá a todos! Chega em casa desolado e despeja-se no sofá, pensativo. Pensativo, olha a volta, meditando e concluindo que seu trabalho é tão insignificante. Insignificante e pequeno. Dirige-se ao seu bar particular, no canto mais escuro da sala. Escura está sua mente, perturbada com o rápido transformar da sua situação profissional. O bar está sujo, pensava limpá-lo quando tivesse mais tempo livre. Agora o tem, seu tempo é todo livre. Livre é seu tempo, presa está a sua mente. Fantasmas do passado vieram para assombrá-lo novamente. Seu némesis voltou e, como antes, está impiedoso. Impiedosa é sua mulher. O sustento que traz é sempre exigido. Menos do que ganha actualmente ou, pior ainda, sua demissão e lógico cessar de salário, será encarado como um brincadeira de muito mau gosto. Brincadeira de mau gosto é o seu trabalho actual. Sentado no seu escritório nos estúdios de Orlando, empoeirado como seu bar de casa, é uma simples peça decorativa. Tão decorativa como o cinto de Global Champion do Eric Young. Como a prestação dos Nasty Boys na TNA, descartável. Descartável, conclui agora, após começar seu pensamento apenas como insignificante. Passou entretanto pelo estatuto de “decorativo” enquanto raciocinava e agora atinge novo nível de mediocridade: obsoleto. Obsoleto e entregue aos ácaros, seja de seu bar, seja de seu escritório. Tudo prestes a ser perdido, basta um simples desejo do inimigo implacável. Implacável será sua desgraça caso o obsoleto, subitamente, se torne dispensável. Dispensável é agora a palavra de ordem. Reflictamos sobre o que ele já reflectiu: insignificante, decorativo, descartável, obsoleto e dispensável. A lista alonga-se, seu tempo encurta-se e as mãos a volta do seu pescoço apertam-se, imparáveis. Imparáveis seguem as horas e os ponteirs do seu relógio, rodando inexoravelmente. O destino aproxima-se em forma de mão negra e carregando uma trombeta dourada. Fim da linha, seja feliz! Feliz estamos já nós, fãs, por mais e melhor, estamos sedentos. Sedentos, partilhando conosco a apetência, estão os novos tubarões naquele que era seu antigo mar de felicidade. Felicidade…impossível sendo “insignificante”, “decorativo”, “descartável”, “obsoleto” e “dispensável”. Tic-tac, tic-tac, tic-tac. Agora é o relógio da sua parede que chia ao badalar. Mais uma peça a lembrar-lhe do seu futuro inevitável. Inevitável é deixar de pensar que, quando chegar a hora de sua partida, gostaria de receber um simples obrigado pelo que já havia feito. “Obrigado Vince Russo. Obrigado por nada.”. O povo é soberano, o público é a voz que deve ser ouvida. Assim seja!
Até a próxima! Podes voltar à página inicial ou deixar um comentário a este post.
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