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Olá a todos! Quando se quer ser líder é fundamental ser popular. Quando se quer ser campeão também, de maneira a garantir o apoio dos fãs. Nenhum grande líder conseguiu sê-lo sem ser amado, mesmo que por um período curto de tempo. Nessa minha ideia não incluo líderes que o foram através de golpes militares pois, mesmo tendo muitos que foram apoiados pelo povo, outros usurparam o poder, arrancando-o das mãos dos preferidos do povo. Na igreja católica o caso é diferente. O Papa é escolhido por voto de cardeais. A popularidade será fundamental para o sucesso do seu papado mas conseguida durante o mesmo, não antes de começado. Com a morte do incontornável Papa João Paulo II, senta no trono da Igreja um homem pouco simpático para muitos, o, agora, Papa Bento XVI.
Os católicos não são capazes de ignorar o seu líder, apesar de muitos desejarem alguém mais parecido com o Papa falecido. Porém, a grande diferença, está na relação deste Papa com os fiéis de outras fés ou com os cristãos que seguem outra igreja, que não conseguem ver neste Papa o homem caridoso, de bom coração e de quem apenas podem esperar o melhor, não vêem nele um aliado ou um líder global. O novo Papa é um líder apenas de seus fiéis, não um líder global, não é popular. Felizmente, o mundo pode se alegrar! Finalmente os fiéis terão um Papa capaz de agradar a todos, com qualidades suficientes para aglutinar ao seu redor os mais diversos seguidores de uma religião um pouco mais particular. Antes de se tornar Papa, era conhecido como Elijah Burke e, desde o seu tempo pré-papal já lhe reconhecia valor e, para dizer a verdade, era o único que me fazia ter vontade de ver a agora defunta ECW. O combate que teve contra CM Punk no Judgment Day em 2007 concretizou-o, a meus olhos, como uma aposta segura para o futuro da modalidade. Os profissionais criativos da WWE não pensaram assim e a estrela de Elijah foi se consumindo até se extinguir e não ter outra escolha a não ser abandonar a companhia.
É então que, num passe de mágica que só poderia ser explicado, em outros segmentos da sociedade, claro está, como um milagre, que Elijah vê a luz e, de vagabundo que vaga pelos circuitos independentes, chega a Papa de uma nova igreja da mesma fé. Lembro-me bem o quanto vibrei quando o vi pela primeira vez na TNA. Era sinal de que a TNA estava bem atenta aos valores disperdiçados pela WWE e que não contratava apenas o “lixo” como alguns insistem em dizer, erradamente. Hoje é o candidato principal ao título maior da companhia. Alguns argumentam que é demasiado cedo. Eu discordo. A TNA, desde quando o contratou, mostrou bem que contava com ele. Duas vitórias em três combates contra o bastante credibilizado Suicide e aliança vitoriosa com Morgan, Hernandez e Suicide, logo aquando da sua chegada a companhia. Mais recentemente, venceu dois combates de três que teve com Desmond Wolfe o que, para mim, significa muito. Apesar de Wolfe não ter vencido muitos combates, em todos os combates em que está envolvido, mostra-se com uma ofensiva inovadora e sempre muito dolorosa, tendo sido vendido como alguém bastante perigoso. Portanto, os que temem pelo futuro do Wolfe, deixo aqui um aparte, fiquem tranquilos pois acredito que ele está sendo preparado para visitar o upper mid-card com cada vez maior frequência. O Papa ainda venceu Morgan que, para quem assiste a TNA, dispensa avaliações com relação ao seu actual estatuto na companhia, Mr. Anderson que, sendo do jeito que foi, após ter sido espancado pelo Hall e Sixx Pac, tem um valor enorme e, não podemos esquecer, já venceu o campeão AJ Styles num combate em que não valeu o título. Esse combate, na verdade, foi um grande spoiler que revelou, ou pelo menos indicava fotemente, para quem se lembrava dele, o futuro vencedor do 8 Card Stud Tournament. De facto, não é um currículo extenso na TNA, é bem curto mas com vitórias muito valiosas como as sobre Suicide, Anderson e AJ. Além disso, este Papa está pronto para ser um líder, ao menos aos olhos do povo já que é quem recebe o maior pop actualmente na TNA, sim é maior do que o que Hogan recebe e isto é um facto que não pode deixar de ser destacado. Apenas restando o Papa, Morgan e Hernandez como faces para o título da TNA, após a derrota de Joe, e sendo Morgan e Hernandez já campeões, a escolha óbvia recairia sobre D’Angelo Dinero. Eu concordo. O Papa ainda terá dois meses para ser ainda mais credibilizado, desde que bem bookado nos iMPACT!s semanais. Apenas receio pelo espectáculo que poderá dar em ringue. É que, desde que chegou a TNA, apenas consegui vislumbrar um pouco do velho Elijah nos combates contra o Wolfe, que foram bastante bem construídos e sólidos, os demais deixaram algo a desejar, ao menos a meu ver. O Papa vai mesmo ter de subir de nível, primeiro para não ser totalmente conduzido pelo AJ e depois para ser capaz de fazer com ele um combate interessante, já que o actual campeão, devido ao heel turn, encontra-se um pouco mais limitado em ringue, como a sua nova gimmick pede, menos exibido, logo menos espectacular, e mais focado, logo mais perigoso. O combate que tiveram no iMPACT! foi agradável portanto, apesar do relativo mau momento do Papa no ringue, acredito que, no Lockdown, teremos um combate “must-see” sem ser preciso que o AJ carregue o combate. Já quanto as promos poderemos ficar bastante descansados. Ao menos quem viu o último iMPACT! estará descansado. É difícil, numa promo com o Flair, alguém se destacar a não ser o próprio. Pois o Papa foi mais além, não só se destacou ao lado de Flair, como ensombrou-o ao microfone, algo raro que apenas significa talento puro, puro ouro. O fim, a meu ver, será triste. Não será desta que o Papa será coroado, não, creio que a façanha de tirar o título de AJ está reservada a Samoa Joe. Fica, porém, a esperança que sempre existe já que, no wrestling, nesta igreja que seguimos, também com seus dogmas, ultrajes, pecados e armações, tal como nas outras, tudo pode ser inventado, tudo que não existiu pode se tornar realidade num passe de mágica, por vontade de um homem apenas. Assim, jutemos toda a congregação de Harlem, agora espalhada por todo o mundo, e sigamos o nosso líder por este curto caminho dourado que se estende a sua frente. Este Papa sim, comprovadamente, tem valor. Por isso os urros da arena, os aplausos e as entoações de seu nome. Este Papa é pop! Até a próxima! Podes voltar à página inicial ou deixar um comentário a este post.
Um comentário a “Tropicália 84: O Papa é pop”
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Este post é altamente ofensivo para Católicos. Mas como não sou uma minoria nem de Esquerda, não te processo.