Welcome to Cheetah’s: De Glory Days a Glory Holes…
Publicado em 4 de Fevereiro de 2010 às 00:01 por Papa Shango (6 posts publicados no bGW)
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“If something’s hard to do, then it’s not worth doing”
Homer Simpson

Bem-vindos ao Cheetah’s. Eis de volta o vosso espaço quinzenal de gestão e economia. Não o será sempre, mas certamente que o será hoje. Como todos terão conhecimentos vários blogs da nossa praça tiveram problemas durante o dia de ontem o que levou a que  yours trully não tivesse conseguido assistir ao Royal Rumble de ontem em tempo útil para dissertar sobre o mesmo. Ainda assim terá direito à referência que se exige lá mais para o final da edição de hoje.

Assim sendo, e como não há duas sem três (confesso que pouco provável que tão depressa haja uma quarta) irei debruçar-me novamente sobre a TNA. E o exercício a que me proponho é nada mais nada menos que enviar daqui uma ajuda àquele que por hoje toma conta das rédeas da empresa de Orlando, o sempre afável Eric Bischoff. Em primeiro lugar quero confessar que faço parte da geração TNT. Recordo-me como se fosse hoje dos infindáveis episódios de Tom & Jerry a que tinha que assistir todas as sextas-feiras a comer Push-Pop (and it’s vintage Papa Shango”) até que o Cartoon Network fechasse a sua emissão e o TNT abrisse a sua emissão com o sempre esperado Nitro. Sim, porque nesses tempos Internet era uma coisa reservada para aquele amigo porreiro que arranjava o video do videoclip da Sabrina Salerno. Os que se lembram desses tempos, entre 97 e 99, concordarão comigo no quanto inovador era aquele produto na altura. Para quem tinha tido o primeiro contacto com a modalidade na chamada gimmick era, em que pontuavam figuras tão exóticas como Kamala, Doink ou o próprio Papa Shango, tudo aquilo era novo e fresco.  Agora que falo em novo e fresco…

Bela e Serena...

Mas esses membros da velha escola também concordarão comigo quando digo que tudo chegou ao fim de forma…natural. A WCW foi perdendo interesse e qualidades em uma edição depois da outra chegando a uma altura em que, e já com o Raw no comando das operações, cada edição semanal do Nitro era um verdadeiro suplicio. Antes de ingressar na TNA, Hogan disse numa entrevista que na gestão de companhia de Wrestling é possível cometer vários pequenos erros sem que nenhum mal maior daí advenha, mas cometer poucos mas grandes erros é a morte do artista. Pois a WCW, e Eric Bischoff, cometeram a sua dose de ambos. E aqueles que apregoam o fim da TNA, baseiam-se nesses mesmo erros para justificar o declínio que para muitos é inevitável. Pois bem, em jeito de shortlist, aqui vai, direitinho para Orlando, uma ajuda do Cheetah’s com os erros do passado que não se podem repetir para levar a TNA a bom porto. Sem mais demoras:

1-Ter a certeza, ao minuto, do tempo de duração de cada PPV
Halloween Havoc 98. Para muitos este episódico simboliza o início do fim. No main event do programa, num combate que opunha DDP e Goldberg, eis que se atingem as 11 badaladas da noite, e qual Cinderela, o sinal por cabo é cortado a todos aqueles que assistiam, e que tinham pago para terem direito ao espectáculo. Um erro que custou milhões, já que todas as assinaturas tiveram que ser reembolsadas. Deste modo, just in case é bom que haja mais algum zelo quando se planeiam este tipo de eventos.

2-Equilibrar os salários entre os lutadores
O celeuma, na altura, a este respeito era tão grande que ainda esta semana ouvimos Jericho e Bischoff em acesa troca de palavras. Tanto Big Show como o próprios Y2J falam em discrepâncias brutais entre os contratos que ambos tinham na altura e malta como Nash, Hogan e Goldberg que levavam um saco de notas às costas por cada aparição que faziam.

3-Evitar demasiadas referências à WWE
Numa altura em que a WCW já estava no topo as referências semanais à WWE continuavam a ser uma constante. Chegaram a ser anunciados os resultados da Raw em semanas que o programa não era em directo. Ora, se uma referência a uma companhia maior é uma forma, inteligente até, de chamar a atenção, fazer referências regulares a um programa que tem menor audiência é oferecer publicidade gratuita ao adversário.

4-Manter em mente: os Kiss e os Megadeth já não são bandas cool

Nos finais dos anos 90, os Kiss e os Megadeth não estavam propriamente no no seu apogeu artiístico. Ainda assim, as cabeças pensantes da TNA acharam por bem despender uns largos milhões para estas exclusivas aparições. A respeito das mesmas, diz a lenda que esses milionários minutos representaram para a WCW as piores audiências da década.

Chão que deu uvas...

5-Não deixar que Nash se aproxime de um portátil, caneta, lápis ou outro objecto de escrita
Numa altura em que Goldberg era a verdadeira galinha dos ovos de ouro, eis que é entregue a Nash os destinos criativos da companhia. E qual é a primeira acção do mesmo? Matar a galinha dos ovos de ouro dar a si mesmo o título de campeão. Ora sabendo que o senhor ainda anda por esses lados, recomendo a Hogan e Bischoff que o mantenham bem ocupado não vá ele começar a ter ideias…

6- Titulos de campeão é coisa com que não se brinca
Quero deixar uma coisa bem clara. A única coisa que eu gosto em David Arquette é mesmo a irmã. Trazer actores aos programas semanais é uma boa forma de conseguir audiências suplementares e um acto de boa gestão. Fazer de actores de terceira, como é o caso de David, campeão mundial é uma verdadeira atrocidade e um insulto a todos aqueles que ganham a vida através deste indústria. Nesta altura,em jeito de vingança, sendo eu um inconsciente teenager,  fiz questão de ver o filme Stigmata (com a bela Patricia Arquette) em slow motion e umas três vezes seguidas. In your face David!

A lista podia alargar-se mas vou ficar por aqui para que não digam que faço parte da lista dos que anunciam a hecatombe. Para já as audiências até estão a subir e o maior desafio é mesmo a gestão do balneário. Mas em caso de dúvida pode sempre tirar umas dúvidas com o Sá Pinto…

Lap dance da semana
O Royal Rumble continua a ser o grande acontecimento anual de Wrestling. E este ano provou estar novamente à altura de roubar o protagonismo da Wrestlemania. O regresso de Edge, seria algo com alguns estavam a contar, mas a vitória foi um acto de grande coragem e para quase todos inesperado. O tipo de reacção ao tema de entrada de Edge é cada vez mais raro de ser ver e ouvir.  E é o mais claro sinal de dever cumprido para quem está nos bastidores…
Especial referência para as poucas mudanças de campeões no PPV. É boa gestão, é saber vender e valorizar o produto. O Título feminino foi mais do que suficiente.

Quem me dera ser o Cocas...

Barrados à entrada
Pode parecer paradoxal mas esta semana a fava vai para o início do combate de ontem. Convenhamos que não foi um início tradicional, com direito a microfone e tudo pelo meio e com um lutador a ficar consecutivamente sozinho em ringue. Mas a forma como se tudo esvaiu logo depois fez-me sentir um pouco desconfortável com tudo aquilo. Quando é para a desgraça, é mesmo para a desgraça e mesmo que sem aquela limpeza inicial, a sua presença em ringue deveria ter sido mantida durante mais tempo. Assim, julgo que todos ficámos com uma sensação de coitus interruptus.

Boa semana a todos e até quarta (não a próxima, mas a outra)

Até lá, boas table dances e grandes combates de Wrestling.

PapaShango

2 comentários a “Welcome to Cheetah’s: De Glory Days a Glory Holes…”
  • Minipreço
    5 de Fevereiro de 2010, 1:09

    Kiss e como Muse:merda

    Melhor cronista actualmente,obrigado papa shango,es dos poucos que da prazer ler

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  • VIP
    Don Ricardo Corleone
    4 de Fevereiro de 2010, 13:56

    Muito bom, mas vou criar polémica (pelos vistos): Até gosto do Kiss.

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